As Linhas de Torres como recurso de mediação cultural do território

No âmbito do II Congresso Internacional em Mediação Artística e Cultural, subordinado ao tema “Mediação Artística e Cultural: Que Transformações? As Linhas de Torres foram apresentadas como exemplo de mediação cultural no território.

O Município de Sobral de Monte Agraço acolheu a tarde do primeiro dia do congresso, dedicada à reflexão sobre o papel das artes, da cultura e do trabalho em rede na transformação dos territórios e das comunidades cujo jornada teve início com uma visita guiada ao Forte do Alqueidão, situado no coração da primeira das Linhas de Torres, proporcionando aos participantes uma aproximação ao património histórico e paisagístico que as envolve.

Seguiu-se a receção oficial no Auditório Municipal pela Presidente da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço e vice-presidente da Rota Histórica das Linhas de Torres, Raquel Soares Lourenço, que, na sua intervenção, destacou o compromisso do Município e da RHLT com a promoção da cultura, a valorização do património e o desenvolvimento de projetos colaborativos, num território de inovação, criatividade e forte envolvimento comunitário.

A conferência prosseguiu com a intervenção de Laurence Vohlgemuth, que apresentou o caso de Sobral de Monte Agraço como um exemplo de território onde a participação ativa em projetos de mediação artística e cultural tem contribuído para impulsionar transformações sociais, educativas e culturais, promovendo o desenvolvimento local e a participação da comunidade.

No painel dedicado às boas práticas, Cláudia Hortêncio e Maria Miguel Cordeiro, em representação da Artemrede, apresentaram o projeto “A mediação como ativação de jovens e territórios – a estratégia da JAM!”.

Seguidamente, Sandra Oliveira, técnica superior do Centro de Interpretação das Linhas de Torres (CILT) do Município de Sobral de Monte Agraço e coordenadora técnica da Rota Histórica das Linhas de Torres, apresentou a comunicação “Projetos em rede como motores de participação e mediação cultural: o caso das Linhas de Torres”, que evidenciou as Linhas de Torres enquanto projeto intermunicipal de valorização patrimonial, demonstrando como o trabalho em rede tem promovido a participação das comunidades, a inovação na interpretação do património e a criação de experiências culturais inclusivas e diferenciadoras.

A sessão encerrou no Cine-Teatro Comandante João Simões da Silva Lopes com o espetáculo de dança participativa “Invasão”, proporcionando um momento de encontro entre artistas, público e comunidade, que materializou o espírito do congresso ao evidenciar o potencial transformador da mediação artística e cultural.