Wellington talvez nunca tenha imaginado que, um dia, o seu nome acabaria tão bem servido, numa aliança entre a pastelaria e um vinho que recebeu o nome de um Forte.
No passado dia 24 de outubro, o Pavilhão António Lopes Bogalho, em Sobral de Monte Agraço, foi palco da apresentação do “Pastel de Wellington”, uma criação que junta gastronomia, memória histórica e identidade local, numa parceria entre a pastelaria de Sobral de Monte Agraço e o vinho de Arruda dos Vinhos.
Por detrás deste novo sabor estão as pessoas que lhe deram forma e alma: Joana Silva, da LAÇO, responsável pela criação do pastel partilhou a inspiração que lhe deu origem, e Pedro Vieira, da QUINTA DE S. SEBASTIÃO, trouxe para esta combinação o vinho que lhe acrescenta um toque surpreendente e deu a conhecer a história deste projeto.
A apresentação contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, Raquel Soares Lourenço, e do Presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, Carlos Alves, que destacaram esta parceria como um exemplo de como o conhecimento, o espírito empreendedor e o património podem dar origem a produtos diferenciadores, capazes de valorizar os territórios.
A Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, que apadrinhou o projeto desde o início, marcou igualmente presença, assim como os grupos de recriação histórica Corpo de Artilharia de Sobral e Guerrilha de Montagraço da ACR 13 de Setembro de 1913.
Mas uma apresentação destas não poderia ficar apenas pelas palavras! Houve também a oportunidade de provar a harmonização entre o Pastel de Wellington e o Vinho Forte de São Sebastião, distinguido com o prémio «Vinho Revelação de Portugal 2025» e galardoado com a Grande Medalha de Honra no Concours Mondial de Bruxelles. Uma combinação à altura de um duque – e de grandes ideias!
Mais do que uma nova proposta gastronómica, o Pastel de Wellington é também um exemplo da força da cooperação entre territórios. Unidos pela história das Linhas de Torres, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos mostram que trabalhar em rede é uma forma de ganhar escala, fortalecer a identidade local e criar novas experiências para quem visita a região.
O objetivo é claro: fazer do Pastel de Wellington um produto de referência das Linhas de Torres e mais um motivo para descobrir os nossos territórios, conhecer a sua história e, claro, saborear aquilo que de melhor têm para oferecer.
Porque há histórias que se contam nos livros, outras que se descobrem no território… e algumas que sabem ainda melhor à mesa!