Manuela Ralha apresenta a visão da associação para a valorização do património, da memória e do desenvolvimento sustentável dos territórios das Linhas de Torres.
A presidente da Rota Histórica das Linhas de Torres – Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Invasões Francesas, Manuela Ralha, é a protagonista da entrevista de destaque da mais recente edição da revista Ambitur, uma das principais publicações nacionais especializadas em turismo. A entrevista parte de uma abordagem à RHLT enquanto projeto integrado de património, memória, cultura e desenvolvimento, refletindo a visão estratégica da associação para a valorização do património, do território e das comunidades.
Ao longo da conversa, Manuela Ralha apresenta a Rota Histórica das Linhas de Torres como um projeto único no panorama nacional e europeu, assente na cooperação intermunicipal entre nove municípios e na valorização de um património militar, histórico e paisagístico singular. A presidente sublinha que a Rota é hoje muito mais do que um produto turístico, constituindo uma estrutura territorial viva que promove o conhecimento, a preservação da memória coletiva e o desenvolvimento sustentável dos territórios envolvidos.
A entrevista revisita igualmente o percurso da associação, desde a sua génese na Plataforma Intermunicipal para as Linhas de Torres (PILT) até à consolidação de uma rede de Centros de Interpretação, percursos temáticos, projetos educativos e iniciativas de promoção turística. Entre os marcos mais relevantes destacados encontram-se o Prémio Turismo de Portugal (2012), o Prémio Europa Nostra (2014), a instituição do Dia Nacional das Linhas de Torres (2014) e, mais recentemente, a conquista do primeiro lugar nos ECTN Awards 2025 com o projeto “Time Travel Was Once the Stuff of Science Fiction”.
Um dos temas centrais da entrevista é a importância do modelo de governança intermunicipal, considerado fundamental para a gestão, preservação e promoção de um sistema defensivo que apenas pode ser compreendido na sua dimensão territorial e supramunicipal. A presidente destaca que a força da Rota reside precisamente na capacidade de unir patrimónios, paisagens, memórias e comunidades numa narrativa comum, reforçando a identidade e a atratividade de todo o território.
A dimensão internacional do projeto também merece destaque, nomeadamente através da ligação à rede europeia Destination Napoleon, que permite afirmar as Linhas de Torres no contexto da história europeia, captar novos públicos e desenvolver projetos de cooperação internacional ligados ao turismo cultural, de memória e patrimonial.
Ao abordar o impacto da Rota nos territórios, Manuela Ralha evidencia o seu contributo para a dinamização económica, social e cultural dos municípios, promovendo a atividade turística, valorizando o comércio local, a restauração, o alojamento, os produtores regionais e as empresas de animação turística, ao mesmo tempo que reforça o sentimento de pertença e o orgulho das comunidades no seu património.
A entrevista termina com uma reflexão sobre os desafios futuros.
A presença da Rota Histórica das Linhas de Torres na revista Ambitur constitui mais um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos e uma oportunidade para afirmar, junto do setor turístico nacional, o valor de um território onde património, história, paisagem e comunidade se unem para preservar e dar a conhecer um dos mais relevantes capítulos da História de Portugal e da Europa.
A entrevista completa pode ser consultada aqui: ambitur361.