A Rota Histórica das Linhas de Torres participou no painel “Trabalhar em Rede e Envolver Comunidades”, integrado no I Encontro da Rota dos Templários Portugal, que decorreu nos dias 26 e 27 de novembro em Tomar. Este encontro reuniu profissionais do setor do património, do turismo e da cultura para debater a criação de redes colaborativas, a valorização dos territórios e o papel das comunidades na interpretação do património.
A participação esteve a cargo de Sandra Oliveira, membro da equipa técnica da Rota Histórica das Linhas de Torres – Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Invasões Francesas e do grupo de gestão dos Itinerários Napoleónicos Portugal. O painel contou também com a presença de outras rotas culturais nacionais, como a Rota do Românico e a Rota dos Templários e com o Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro.
Nesta intervenção, ficou evidente o compromisso da Rota Histórica das Linhas de Torres em reforçar a cooperação regional, nacional e internacional no setor do turismo cultural e patrimonial, e em promover modelos de trabalho colaborativo entre entidades públicas, privadas e agentes locais. O encontro sublinhou a relevância da integração de redes para o desenvolvimento turístico sustentável e para a valorização conjunta do património das Invasões Francesas e das Guerras Napoleónicas.
Sandra Oliveira destacou exemplos concretos de cooperação intermunicipal iniciados no projeto Valorizar, apoiado pelo Turismo de Portugal, que envolveu treze municípios em ações partilhadas de capacitação, visitas técnicas e comunicação conjunta. Foram referidas iniciativas como press trips, kits de imprensa, a Agenda Nacional de Eventos e ações de mediação cultural com escolas, associações, agentes turísticos, recriação histórica e comunidades locais. Foi ainda referido o papel inovador dos conteúdos interativos criados pela Rota, como o jogo de tabuleiro “Napoleão Bonaparte: O princípio do fim”, desenvolvido em colaboração com a empresa Science4you.
A mesa-redonda evidenciou o contributo da Rota Histórica das Linhas de Torres para a construção de metodologias de trabalho partilhado e para a estruturação de redes de oferta cultural e turística. Este modelo encontra-se atualmente consolidado na rede dos Itinerários Napoleónicos Portugal e está a ser replicado para novas rotas e projetos de património cultural.
Como sintetizou Sandra Oliveira, o sucesso de uma rede “depende da capacidade de envolver o território e as pessoas num trabalho colaborativo contínuo”, onde todos se reconhecem como parte ativa de um património que gera valor social, cultural e económico para os territórios.